sexta-feira, 29 de março de 2013

The Second Firestorm- Parte 1


Era 01h15 e Regina Mills não conseguia dormir.
Ela estava mentalmente se repreendendo por ter cedido e tomado à terceira xícara de café. Ela sabia que não deveria ter feito isso. Mas quando Emma a surpreendeu no final da tarde com um copo da Grannys, ela simplesmente não conseguiu dizer não. Ela ainda estava se acostumando à realidade de ter alguém em sua vida que constantemente a fazia sair de seu caminho para colocar um sorriso em seu rosto. Ela não sabia como dizer não a isso, pelo contrário, ela queria divertir-se com ela.
Mas agora, ela certamente estava sofrendo as consequências. Ela estava sobre as cobertas desde as onze horas da noite e não conseguia silenciar sua mente.
Ela suspirou quando ela se virou para encarar Emma, a salvadora estava dormindo. Ela queria acordá-la para que pudessem conversar sobre qualquer coisa, qualquer coisa para distraí-la. Mas ela não faria isso, ela sentiu que seria muito egoísta e Emma simplesmente parecia estar dormindo pacificamente.
Regina levantou-se da cama, amarrando seu robe em torno de seu corpo e colocou os seus pés em seus chinelos de algodão preto.
Ela desceu as escadas em direção à cozinha e fez uma xicara de um chá calmante. Era uma caixa que havia comprado para Henry, que, de vez em quando, ainda sofria insônia como resultado da maldita maldição de dormir. Quando a chaleira apitou, ela despejou a água fumegante e segurou a caneca quente. De repente, ela teve uma ideia brilhante: talvez um livro fosse o que ela precisava para descansar a sua mente.
Uma vez na biblioteca, começou a passar seus olhos por álbuns de fotos antigos, da infância de Henry. Ela pegou um da estante e sentou-se no sofá. Ela folheou as páginas e sorriu para as imagens das festas de aniversário, passeios da escola e das viagens de férias.
Pela primeira vez, ela também pensou em como ela não podia esperar para adicionar novas fotos a estes álbuns, porque desta vez Emma estaria nas imagens. Emma, que tinha entrado em sua vida de forma tão inesperada e, uma surpresa a princípio, desagradável em sua vida. Mas, depois de toda essa negação e a resistência que Regina tinha colocado, ela sabia que Emma foi a pessoa que fez a sua família completa.
Ainda sim, ela percebeu que havia um grande passo que ainda tinha que superar: ainda não tinham revelado a sua relação.
Emma estava junto com Regina, ela disse a seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma estava passando muito tempo com Regina, ela disse aos seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma tinha se mudado para a mansão de Regina, ela disse aos seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma deixou de mencionar aos seus pais ou a qualquer outra pessoa da cidade, sobre o assunto, que elas estavam juntas há seis meses.
Regina foi bem compreensiva com a mentira. Na verdade, ela tinha até encorajado Emma a mentir. Ela disse a Emma que iria dar esse passo “quando elas estivessem prontas”. No estado frágil de Regina depois de perder sua mãe, após a mesma ter sido enviada de volta para a floresta encantada, ela era faria de tudo para manter sua vida privada para si mesma. Além disso, ela não estava exatamente ansiosa para a ira da família Charming, da ira que eles reagiriam, sem dúvida a partir do momento que eles descobrirem que sua filha amava a Evil Queen.
Mas ela estava começando a ficar impaciente. Era impossível para que eles realmente começassem uma vida a dois sem que assumisse o relacionamento. Dr. Hopper concordou em guardar segredo, mas elas não conseguiriam esconder por muito tempo. E ela estava certa de que Dr. Whale havia visto as duas de mãos dadas sob a mesa quando estavam jantando na semana passada.
Ela guardou o álbum de fotos e pegou um cobertor que estava ao seu alcance no final do sofá. O chá tinha feito efeito mais rapidamente do que ela imaginava e a biblioteca havia ficado muito acolhedora. Ela se sentia muito confortável para voltar ao seu quarto. E Emma devia estar cansada demais para notar a sua ausência, de qualquer maneira. Ela fechou os olhos e adormeceu.
***
Emma estava agitada na cama, em algum lugar entre o estado de sono e despertada, ela jurou que sentia algum cheiro algo queimando. Enquanto tentava processar a informação, ela notou que Regina não estava ao seu lado. Será que ela estava cozinhando? Será que já era hora do café da manhã? Emma olhou para o relógio que dizia 03h25. Não havia maneira de Regina estar na cozinha a essa hora.
Alguma coisa estava fora de contexto, alguma coisa não estava certo.
Ela saiu da cama, com os pés descalços batendo no chão frio de madeira. Ela acendeu as luzes, tentando forçar os seus olhos e sua mente para acordar. Quando ela abriu a porta do quarto, ela foi percebeu rapidamente o cheiro de fogo. Ela olhou para as escadas e ficou horrorizada quando tudo o que ela podia ver eram as nuvens de fumaça.
“Foda-se”, ela murmurou.
Seus instintos maternais a fizeram correr para o quarto de Henry e abriu a porta. No início, quando ela viu que o quarto estava vazio, o seu coração se afundou em seu peito. No entanto, rapidamente ela se lembrou de que Henry estava com seus pais. Ele passou toda a noite no estábulo com seu pai. O alívio, infelizmente, foi temporário, ela ainda não sabia onde estava Regina.
Ela desceu as escadas correndo, perdendo o fôlego enquanto ela caminhava entre a fumaça.
“Regina!?” , ela gritou através de tosses dolorosas. “Regina?”
Seu corpo inteiro congelou quando teve a visão de sua cozinha em chamas. Seus olhos procuraram sala queimando, mas não encontrou nenhum sinal de Regina.
“Regina”, ela gritou novamente. Ainda assim, ela só foi respondida com um silêncio.
Ela percebeu então que a porta da biblioteca estava aberta. Claro, ela devia ter percebido isso antes, aquele era o lugar favorito de Regina na casa.
Emma começou a sentir tonturas quando ela entrou na biblioteca. Ela caiu de joelhos e se arrastou até o sofá, onde encontrou Regina desmaiada. Ela balançou a morena duas vezes e não recebeu nenhum sinal como resposta. Emma sabia que ela ia ter que encontrar forças para conseguir retirar Regina de casa.
Ela baseou-se unicamente na adrenalina que estava em seu corpo e pegou Regina em seus braços. Seus olhos estavam queimando e suas pernas pareciam que estavam pesadas. Mas, ela sabia que tinha que tirá-las de lá vivas. Henry não poderia perder suas duas mães numa única noite.
***
Uma vez fora de casa, Emma colocou Regina deitada sobre a grama. Ela ainda estava respirando, mas as respirações eram lentas e difíceis.
“Regina”, ela implorou, e suas mãos tremiam de medo, “Acorde”.
“Emma”, Ruby gritou enquanto ela corria para o gramado. Vocês estão bem?
“Eu preciso de você para chamar... chamar alguém”, disse Emma fora do ar. “Ela não vai acordar.”
“Eu já liguei. Senti o fogo. Eles estão a caminho.”
Segundos depois, Emma ouviu som de ambulâncias e bombeiros correndo para a rua. As sirenas altas desencadearam uma sensação perturbadora: nenhum alarme de incêndio tinha apitado em sua casa. Se Emma não tivesse sentido o cheiro da fumaça elas teriam morrido. O que foi ainda mais estranho era que ela sabia, ao certo, que Regina tinha um sistema de alarme de incêndio. Na verdade, ela se lembrou do dia em que ele foi instalado.
“Eu te amo”, Emma sussurrou enquanto pairava sobre Regina. “Ajuda está chegando, apenas fique comigo, por favor.”
Como as palavras escapavam dos lábios de Emma, sua mente estava pensando.
Ela havia chegado a uma conclusão muito assustadora: este não tinha sido um acidente.

6 comentários:

  1. Que ótima iniciativa a sua! Aguardando o próximo capítulo!

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  2. Nem preciso dizer que eu amei! Essa fic é maravilhosa mesmo! Quero mais, quero mais!

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  3. Mirella só pra dizer q já li essa fic, e reconheci logo ela devido à boa tradução, parabéns!

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