Era 01h15 e Regina Mills não conseguia dormir.
Ela estava mentalmente se repreendendo por ter cedido e
tomado à terceira xícara de café. Ela sabia que não deveria ter feito isso. Mas
quando Emma a surpreendeu no final da tarde com um copo da Grannys, ela simplesmente
não conseguiu dizer não. Ela ainda estava se acostumando à realidade de ter
alguém em sua vida que constantemente a fazia sair de seu caminho para colocar
um sorriso em seu rosto. Ela não sabia como dizer não a isso, pelo contrário,
ela queria divertir-se com ela.
Mas agora, ela certamente estava sofrendo as consequências.
Ela estava sobre as cobertas desde as onze horas da noite e não conseguia
silenciar sua mente.
Ela suspirou quando ela se virou para encarar Emma, a
salvadora estava dormindo. Ela queria acordá-la para que pudessem conversar
sobre qualquer coisa, qualquer coisa para distraí-la. Mas ela não faria isso,
ela sentiu que seria muito egoísta e Emma simplesmente parecia estar dormindo
pacificamente.
Regina levantou-se da cama, amarrando seu robe em torno de
seu corpo e colocou os seus pés em seus chinelos de algodão preto.
Ela desceu as escadas em direção à cozinha e fez uma xicara
de um chá calmante. Era uma caixa que havia comprado para Henry, que, de vez em
quando, ainda sofria insônia como resultado da maldita maldição de dormir.
Quando a chaleira apitou, ela despejou a água fumegante e segurou a caneca
quente. De repente, ela teve uma ideia brilhante: talvez um livro fosse o que
ela precisava para descansar a sua mente.
Uma vez na biblioteca, começou a passar seus olhos por álbuns
de fotos antigos, da infância de Henry. Ela pegou um da estante e sentou-se no
sofá. Ela folheou as páginas e sorriu para as imagens das festas de
aniversário, passeios da escola e das viagens de férias.
Pela primeira vez, ela também pensou em como ela não podia
esperar para adicionar novas fotos a estes álbuns, porque desta vez Emma
estaria nas imagens. Emma, que tinha entrado em sua vida de forma tão
inesperada e, uma surpresa a princípio, desagradável em sua vida. Mas, depois
de toda essa negação e a resistência que Regina tinha colocado, ela sabia que
Emma foi a pessoa que fez a sua família completa.
Ainda sim, ela percebeu que havia um grande passo que ainda
tinha que superar: ainda não tinham revelado a sua relação.
Emma estava junto com Regina, ela disse a seus pais, “Por
causa de Henry”.
Emma estava passando muito tempo com Regina, ela disse aos
seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma tinha se mudado para a mansão de Regina, ela disse aos
seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma deixou de mencionar aos seus pais ou a qualquer outra
pessoa da cidade, sobre o assunto, que elas estavam juntas há seis meses.
Regina foi bem compreensiva com a mentira. Na verdade, ela
tinha até encorajado Emma a mentir. Ela disse a Emma que iria dar esse passo
“quando elas estivessem prontas”. No estado frágil de Regina depois de perder
sua mãe, após a mesma ter sido enviada de volta para a floresta encantada, ela
era faria de tudo para manter sua vida privada para si mesma. Além disso, ela
não estava exatamente ansiosa para a ira da família Charming, da ira que eles
reagiriam, sem dúvida a partir do momento que eles descobrirem que sua filha
amava a Evil Queen.
Mas ela estava começando a ficar impaciente. Era impossível
para que eles realmente começassem uma vida a dois sem que assumisse o
relacionamento. Dr. Hopper concordou em guardar segredo, mas elas não
conseguiriam esconder por muito tempo. E ela estava certa de que Dr. Whale
havia visto as duas de mãos dadas sob a mesa quando estavam jantando na semana
passada.
Ela guardou o álbum de fotos e pegou um cobertor que estava ao
seu alcance no final do sofá. O chá tinha feito efeito mais rapidamente do que
ela imaginava e a biblioteca havia ficado muito acolhedora. Ela se sentia muito
confortável para voltar ao seu quarto. E Emma devia estar cansada demais para
notar a sua ausência, de qualquer maneira. Ela fechou os olhos e adormeceu.
***
Emma estava agitada na cama, em algum lugar entre o estado de
sono e despertada, ela jurou que sentia algum cheiro algo queimando. Enquanto tentava
processar a informação, ela notou que Regina não estava ao seu lado. Será que
ela estava cozinhando? Será que já era hora do café da manhã? Emma olhou para o
relógio que dizia 03h25. Não havia maneira de Regina estar na cozinha a essa
hora.
Alguma coisa estava fora de contexto, alguma coisa não estava
certo.
Ela saiu da cama, com os pés descalços batendo no chão frio
de madeira. Ela acendeu as luzes, tentando forçar os seus olhos e sua mente
para acordar. Quando ela abriu a porta do quarto, ela foi percebeu rapidamente
o cheiro de fogo. Ela olhou para as escadas e ficou horrorizada quando tudo o
que ela podia ver eram as nuvens de fumaça.
“Foda-se”, ela murmurou.
Seus instintos maternais a fizeram correr para o quarto de
Henry e abriu a porta. No início, quando ela viu que o quarto estava vazio, o
seu coração se afundou em seu peito. No entanto, rapidamente ela se lembrou de
que Henry estava com seus pais. Ele passou toda a noite no estábulo com seu
pai. O alívio, infelizmente, foi temporário, ela ainda não sabia onde estava
Regina.
Ela desceu as escadas correndo, perdendo o fôlego enquanto
ela caminhava entre a fumaça.
“Regina!?” , ela gritou através de tosses dolorosas. “Regina?”
Seu corpo inteiro congelou quando teve a visão de sua cozinha
em chamas. Seus olhos procuraram sala queimando, mas não encontrou nenhum sinal
de Regina.
“Regina”, ela gritou novamente. Ainda assim, ela só foi
respondida com um silêncio.
Ela percebeu então que a porta da biblioteca estava aberta. Claro,
ela devia ter percebido isso antes, aquele era o lugar favorito de Regina na
casa.
Emma começou a sentir tonturas quando ela entrou na
biblioteca. Ela caiu de joelhos e se arrastou até o sofá, onde encontrou Regina
desmaiada. Ela balançou a morena duas vezes e não recebeu nenhum sinal como
resposta. Emma sabia que ela ia ter que encontrar forças para conseguir retirar
Regina de casa.
Ela baseou-se unicamente na adrenalina que estava em seu
corpo e pegou Regina em seus braços. Seus olhos estavam queimando e suas pernas
pareciam que estavam pesadas. Mas, ela sabia que tinha que tirá-las de lá
vivas. Henry não poderia perder suas duas mães numa única noite.
***
***
Uma vez fora de casa, Emma colocou Regina deitada sobre a
grama. Ela ainda estava respirando, mas as respirações eram lentas e difíceis.
“Regina”, ela implorou, e suas mãos tremiam de medo, “Acorde”.
“Emma”, Ruby gritou enquanto ela corria para o gramado. Vocês
estão bem?
“Eu preciso de você para chamar... chamar alguém”, disse Emma
fora do ar. “Ela não vai acordar.”
“Eu já liguei. Senti o fogo. Eles estão a caminho.”
Segundos depois, Emma ouviu som de ambulâncias e bombeiros
correndo para a rua. As sirenas altas desencadearam uma sensação perturbadora:
nenhum alarme de incêndio tinha apitado em sua casa. Se Emma não tivesse
sentido o cheiro da fumaça elas teriam morrido. O que foi ainda mais estranho
era que ela sabia, ao certo, que Regina tinha um sistema de alarme de incêndio.
Na verdade, ela se lembrou do dia em que ele foi instalado.
“Eu te amo”, Emma sussurrou enquanto pairava sobre Regina. “Ajuda
está chegando, apenas fique comigo, por favor.”
Como as palavras escapavam dos lábios de Emma, sua mente
estava pensando.
Ela havia chegado a uma conclusão muito assustadora: este não
tinha sido um acidente.

Que ótima iniciativa a sua! Aguardando o próximo capítulo!
ResponderExcluirObrigada!
ExcluirNem preciso dizer que eu amei! Essa fic é maravilhosa mesmo! Quero mais, quero mais!
ResponderExcluirObrigada!
ExcluirMirella só pra dizer q já li essa fic, e reconheci logo ela devido à boa tradução, parabéns!
ResponderExcluirObrigada Tânia! *-*
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