sábado, 30 de março de 2013

Little Peanut- Parte 1



Regina andava para lá e para cá em seu quarto. Ela apenas torcia as mãos em um sinal de inquietação, porque ela não conseguia pensar mais no que ia fazer. Seu coração estava batendo mais forte do que quando ela estava dando seus votos em seu casamento que havia sido há quatro anos. A adrenalina corria através de seu corpo tão rapidamente, ela não tinha certeza do que fazer com toda aquela energia, de modo que ela andava mais rápido.
A porta do quarto se abriu. Regina pulou, o que a levou a sair de seus pensamentos e ela olhou para cima para ver o marido, David, caminhando, ofegante. “Eu vim assim que pude. Desculpe, eu não pude encontrar alguém para ficar com os animais e eu tive que chamar alguém” ele fez uma pausa e lhe deu um suspiro e continuou falando, “Não é importante, você está bem?” Ele perguntou-lhe freneticamente.
Regina se derreteu com a visão de seu marido e de como ele parecia exausto. Seu coração deu uma batida, ela amava tanto aquele homem. David fechou a porta atrás dele e fez o seu caminho para perto de sua esposa, que estava no meio do quarto. Ele a olhou para se certificar que estava tudo bem, então ele passou os braços em volta dela e a abraçou com força, implorando seu coração para se acalmar. Ele suspirou e beijou o lado de sua cabeça várias vezes.
Regina abraçou de volta com força, nunca querendo soltar, “Sim... eu estou bem... Eu estava apenas esperando por você chegar em casa e olhar...” Ela mordeu o lábio.
David deve ter percebido o que ela estava sentindo, toda a sua agitação, porque ele se afastou dela e segurou o seu rosto: “Ei, tudo vai ficar bem, porém, você está bem? Não importa o que aconteça, eu te amo, eu sempre vou te amar. Tudo vai ficar bem”. Sua voz era suave e gentil e suas mãos mudaram de lugar para tocar seu pescoço.
Regina facilmente acreditou nele. Ela confiava em David em tudo, e ela aprendeu a fazer isso de forma muito lenta, mas ele esperou por ela. Sem julgamento, ele a deixou a levar o seu tempo para ela saber que ele não iria a lugar nenhum e que ele não iria machuca-la também. E lá estavam eles, a ponto de descobrir a notícia que iria mudar suas vidas para sempre.
Ela sentiu quando ele se inclinou e lhe deu um beijo suave e terno em seus lábios, que ela prontamente retornou e levou a envolver os braços em volta de seu pescoço e puxá-lo para mais perto dela. Foi o sinal sonoro baixo do temporizador que os tirou daquele abraço. Ela deu um suspiro profundo como ela se afastou de seu marido. Ele beijou seu nariz e bochecha carinhosamente e depois deu um beijo, único suave na nuca de sua esposa, “Está tudo bem...” Ele a acalmou novamente e passou um braço em volta da cintura, “Vamos lá, vamos lá olhar...”
Ele tentou guia-la para o seu banheiro, mas ela se recusou a ceder. Pacientemente David pegou sua mão e gentilmente a conduziu para a cama e se sentou ao seu lado, “O que está em sua mente, hein?”
Regina respirou fundo e sussurrou, “Nós esperamos tanto tempo por isso, David... Nós não temos nem certeza se eu posso” Ela ficou um pouco chocada e ele a puxou para mais perto dele, em silêncio, pedindo-lhe para continuar. “E se... eu não posso dar o que você quer? E se eu não posso” ela mordeu o lábio enquanto algumas lágrimas escorreram por sua bochecha.
“Então nós vamos continuar tentando. Vamos continuar tentando até que você decidir que quer parar... A prova é a parte divertida, lembra?” Ele piscou para ela e isso lhe valeu uma doce risada dela e uma fungada para baixo. Ele estendeu a mão e enxergou o seu rosto suavemente, “Você está pronta para descobrir, bebê?”
Ela respirou fundo, engoliu em seco e assentiu: “Vamos fazê-lo...”
Os dois caminharam até o banheiro, com as mãos entrelaçadas e um agarrado com o outro com força. Respirando fundo, Regina chegou para ver os testes de gravidez em cima do balcão. Ela tinha comprado três só para ter certeza. David olhou para ela e sussurrou para sua esposa, “Eu te amo, ok?”.
Regina fechou seus olhos com força e balançou a cabeça lentamente, “eu te amo também...” Ela sussurrou e depois juntos, eles olharam para o teste de gravidez em suas mãos.
Ela deu uma segunda olhada, colocou o teste para baixo, soltou a mão de David e ela olhou para os outros dois testes, que lhe deu os mesmos resultados. Ofegante, Regina olhou para o marido ao lado dela e notou que as lágrimas estavam em seus profundos olhos azuis também. Suas próprias lágrimas de alegria não pararam de escorrer quando ela engasgou, “David, nós vamos ser pais... Nós vamos ter um bebê.”
David sorriu amplamente quando tudo o atingiu completamente e ele repetiu: “Estamos definitivamente tendo um bebê.”
Ele pegou os testes de suas mãos e ele abraçou a esposa com força e ela devolveu o abraço, rindo quando ele apertou-a e a girou, a felicidade pura correndo em suas veias. Ele a colocou no chão depois de um momento, e ele beijou os lábios de sua esposa gentilmente. Regina imediatamente devolveu o beijo suave e colocou os seus braços em volta de seu pescoço novamente. Eles pararam de se beijar quando ficaram sem ar e eles se abraçaram com força para o que pareceu ser uma eternidade, mas nenhum deles se importava. Suas mentes viajaram em menos de um milhão de segundos, os cenários de seus novos futuros invadindo como uma debandada de elefantes.
Ele ouviu um soluço baixo saindo dos lábios de sua esposa e ele a abraçou mais apertado e sussurrou: “Tudo vai ficar ótimo, querida. Você vai ser uma mãe incrível e nosso bebê tem muita sorte de ter você”, David encorajou suavemente.
“Você é perfeito, David...” Regina sussurrou e riu através das lágrimas.
David riu e balançou a cabeça: “Só você me completa, eu estou longe de ser perfeito...”
Ele se afastou dela e ficou de joelhos em sua frente. Regina levantou uma sobrancelha curiosa para ele e ele apenas sorriu maliciosamente. David colocou as mãos nos quadris, as mãos suavizaram nas curvas e aí então ele deu um beijo na parte inferior de seu estômago. Ele depositou vários beijos lá e então ele começou a sussurrar para o bebê. Ela não tinha certeza do que ele estava dizendo, mas ela deixou os dois terem os seus segredos. Ela já podia dizer o quando ele amava a vida que eles tinham criado.
Seus dedos encontraram seus cabelos e ela os emaranhou, com um sorriso enfeitando os lábios bonitos e algumas lágrimas caindo mais uma vez.
Em um ponto, porém, ela se fez ouvir: “Você sabe Peanut, sua mãe é a pessoa mais incrível deste universo e nós te amamos tanto já...”, ele disse para o seu estômago, mais alto para ela ouvir e então ele olhou para seus olhos silenciosamente.

sexta-feira, 29 de março de 2013

The Second Firestorm- Parte 1


Era 01h15 e Regina Mills não conseguia dormir.
Ela estava mentalmente se repreendendo por ter cedido e tomado à terceira xícara de café. Ela sabia que não deveria ter feito isso. Mas quando Emma a surpreendeu no final da tarde com um copo da Grannys, ela simplesmente não conseguiu dizer não. Ela ainda estava se acostumando à realidade de ter alguém em sua vida que constantemente a fazia sair de seu caminho para colocar um sorriso em seu rosto. Ela não sabia como dizer não a isso, pelo contrário, ela queria divertir-se com ela.
Mas agora, ela certamente estava sofrendo as consequências. Ela estava sobre as cobertas desde as onze horas da noite e não conseguia silenciar sua mente.
Ela suspirou quando ela se virou para encarar Emma, a salvadora estava dormindo. Ela queria acordá-la para que pudessem conversar sobre qualquer coisa, qualquer coisa para distraí-la. Mas ela não faria isso, ela sentiu que seria muito egoísta e Emma simplesmente parecia estar dormindo pacificamente.
Regina levantou-se da cama, amarrando seu robe em torno de seu corpo e colocou os seus pés em seus chinelos de algodão preto.
Ela desceu as escadas em direção à cozinha e fez uma xicara de um chá calmante. Era uma caixa que havia comprado para Henry, que, de vez em quando, ainda sofria insônia como resultado da maldita maldição de dormir. Quando a chaleira apitou, ela despejou a água fumegante e segurou a caneca quente. De repente, ela teve uma ideia brilhante: talvez um livro fosse o que ela precisava para descansar a sua mente.
Uma vez na biblioteca, começou a passar seus olhos por álbuns de fotos antigos, da infância de Henry. Ela pegou um da estante e sentou-se no sofá. Ela folheou as páginas e sorriu para as imagens das festas de aniversário, passeios da escola e das viagens de férias.
Pela primeira vez, ela também pensou em como ela não podia esperar para adicionar novas fotos a estes álbuns, porque desta vez Emma estaria nas imagens. Emma, que tinha entrado em sua vida de forma tão inesperada e, uma surpresa a princípio, desagradável em sua vida. Mas, depois de toda essa negação e a resistência que Regina tinha colocado, ela sabia que Emma foi a pessoa que fez a sua família completa.
Ainda sim, ela percebeu que havia um grande passo que ainda tinha que superar: ainda não tinham revelado a sua relação.
Emma estava junto com Regina, ela disse a seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma estava passando muito tempo com Regina, ela disse aos seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma tinha se mudado para a mansão de Regina, ela disse aos seus pais, “Por causa de Henry”.
Emma deixou de mencionar aos seus pais ou a qualquer outra pessoa da cidade, sobre o assunto, que elas estavam juntas há seis meses.
Regina foi bem compreensiva com a mentira. Na verdade, ela tinha até encorajado Emma a mentir. Ela disse a Emma que iria dar esse passo “quando elas estivessem prontas”. No estado frágil de Regina depois de perder sua mãe, após a mesma ter sido enviada de volta para a floresta encantada, ela era faria de tudo para manter sua vida privada para si mesma. Além disso, ela não estava exatamente ansiosa para a ira da família Charming, da ira que eles reagiriam, sem dúvida a partir do momento que eles descobrirem que sua filha amava a Evil Queen.
Mas ela estava começando a ficar impaciente. Era impossível para que eles realmente começassem uma vida a dois sem que assumisse o relacionamento. Dr. Hopper concordou em guardar segredo, mas elas não conseguiriam esconder por muito tempo. E ela estava certa de que Dr. Whale havia visto as duas de mãos dadas sob a mesa quando estavam jantando na semana passada.
Ela guardou o álbum de fotos e pegou um cobertor que estava ao seu alcance no final do sofá. O chá tinha feito efeito mais rapidamente do que ela imaginava e a biblioteca havia ficado muito acolhedora. Ela se sentia muito confortável para voltar ao seu quarto. E Emma devia estar cansada demais para notar a sua ausência, de qualquer maneira. Ela fechou os olhos e adormeceu.
***
Emma estava agitada na cama, em algum lugar entre o estado de sono e despertada, ela jurou que sentia algum cheiro algo queimando. Enquanto tentava processar a informação, ela notou que Regina não estava ao seu lado. Será que ela estava cozinhando? Será que já era hora do café da manhã? Emma olhou para o relógio que dizia 03h25. Não havia maneira de Regina estar na cozinha a essa hora.
Alguma coisa estava fora de contexto, alguma coisa não estava certo.
Ela saiu da cama, com os pés descalços batendo no chão frio de madeira. Ela acendeu as luzes, tentando forçar os seus olhos e sua mente para acordar. Quando ela abriu a porta do quarto, ela foi percebeu rapidamente o cheiro de fogo. Ela olhou para as escadas e ficou horrorizada quando tudo o que ela podia ver eram as nuvens de fumaça.
“Foda-se”, ela murmurou.
Seus instintos maternais a fizeram correr para o quarto de Henry e abriu a porta. No início, quando ela viu que o quarto estava vazio, o seu coração se afundou em seu peito. No entanto, rapidamente ela se lembrou de que Henry estava com seus pais. Ele passou toda a noite no estábulo com seu pai. O alívio, infelizmente, foi temporário, ela ainda não sabia onde estava Regina.
Ela desceu as escadas correndo, perdendo o fôlego enquanto ela caminhava entre a fumaça.
“Regina!?” , ela gritou através de tosses dolorosas. “Regina?”
Seu corpo inteiro congelou quando teve a visão de sua cozinha em chamas. Seus olhos procuraram sala queimando, mas não encontrou nenhum sinal de Regina.
“Regina”, ela gritou novamente. Ainda assim, ela só foi respondida com um silêncio.
Ela percebeu então que a porta da biblioteca estava aberta. Claro, ela devia ter percebido isso antes, aquele era o lugar favorito de Regina na casa.
Emma começou a sentir tonturas quando ela entrou na biblioteca. Ela caiu de joelhos e se arrastou até o sofá, onde encontrou Regina desmaiada. Ela balançou a morena duas vezes e não recebeu nenhum sinal como resposta. Emma sabia que ela ia ter que encontrar forças para conseguir retirar Regina de casa.
Ela baseou-se unicamente na adrenalina que estava em seu corpo e pegou Regina em seus braços. Seus olhos estavam queimando e suas pernas pareciam que estavam pesadas. Mas, ela sabia que tinha que tirá-las de lá vivas. Henry não poderia perder suas duas mães numa única noite.
***
Uma vez fora de casa, Emma colocou Regina deitada sobre a grama. Ela ainda estava respirando, mas as respirações eram lentas e difíceis.
“Regina”, ela implorou, e suas mãos tremiam de medo, “Acorde”.
“Emma”, Ruby gritou enquanto ela corria para o gramado. Vocês estão bem?
“Eu preciso de você para chamar... chamar alguém”, disse Emma fora do ar. “Ela não vai acordar.”
“Eu já liguei. Senti o fogo. Eles estão a caminho.”
Segundos depois, Emma ouviu som de ambulâncias e bombeiros correndo para a rua. As sirenas altas desencadearam uma sensação perturbadora: nenhum alarme de incêndio tinha apitado em sua casa. Se Emma não tivesse sentido o cheiro da fumaça elas teriam morrido. O que foi ainda mais estranho era que ela sabia, ao certo, que Regina tinha um sistema de alarme de incêndio. Na verdade, ela se lembrou do dia em que ele foi instalado.
“Eu te amo”, Emma sussurrou enquanto pairava sobre Regina. “Ajuda está chegando, apenas fique comigo, por favor.”
Como as palavras escapavam dos lábios de Emma, sua mente estava pensando.
Ela havia chegado a uma conclusão muito assustadora: este não tinha sido um acidente.